learning to live.
Fragmentos de coisas vividas, não-vividas, imaginadas e esquecidas.

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Ananda A.
Faz psicologia pra tentar entender cabeças, escreve porque não cabe tudo nela, talvez faça artes cênicas por não saber dançar. Mas por enquanto fica tudo (?) nesse blog.

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Sexta-feira, Dezembro 28, 2007

- Eu acho que eu tenho saudade de mim mesmo.
- Eu também. De ti mesmo.
- Sério? Eu não acredito.
- Não precisa, eu também não acreditaria.
- Mas eu sinto.
- Aí mesmo que não precisa acreditar.
- Pensa no maior frio do mundo? -8 . E ainda não nevou hoje...

Sexta-feira, Dezembro 21, 2007

Problemas com a auto-estima (alheia)

Falar sobre a auto-estima de pessoas próximas além de ser anti-ético, afirma sua falta do que fazer. Se a pessoa não for próxima, o caso se agrava em partes, porque é um ponto a menos no quesito fuxico-fofoca e três a mais no plantar-o-pomo-da-discórdia. A questão é a seguinte: estou com problemas na auto-estima! Alheia, como vocês já devem ter percebido.
Acho nada tendência as pessoas ficarem se gabando por coisas que já passaram, ou pior, que não aconteceram e nem tendem a acontecer. Esse negócio de ficar se achando a última Coca Zero do Saara saiu da vitrine e tá na liquidação há tempos, esperando o próximo zé-bocó aparecer e achar que tá na moda, pendurando sua própria cordinha no pescoço; afinal, quem anda, de fato, colecionando medalhas de ouro, não joga na roda suas conquistas, táticas de guerra e muito menos flyers com a data da próxima aquisição.

Falar que não se importa, que fala um francês fluente, que é from guetto porque fez tatuagens de estrelinhas na nuca ou uma borboletinha no cóccix, além de ser a extrema direita da ala demodé, só vai chamar atenção pro fato de que você se importa demais, não fala nem a sua língua materna direito e que queria fazer uma puta tattoo imensa mas sua mãe não deixou.
Não custa nada lembrar que colocar fotos no Orkut fingindo diversão com os amigos-da-balada não vai fazer de você menos triste, posar com prancha de surf não vai fazer de você um O'brien instantâneo, escrever no fotolog que a sua vida está uma maravilha não vai fazer de você o ícone da felicidade - como promete O Segredo, quebrar o salto da amiga não vai fazer de você mais alta e por aí vai.
Portanto, antes de armar sua própria carapuça, verifique se a mesma não vai ficar grande demais...

Fica a dica.

Terça-feira, Dezembro 11, 2007

Feminismo

Pensando bem, já achei que esse lance de feminismo fizesse muito sentido. Igualdade entre homens e mulheres, mesmos direitos e coisa e tal.
Mas, pensando melhor ainda, acho que mudei de idéia. Desde muito tempo, quando cidades eram saqueadas, certas pessoas eram poupadas. E geralmente quem? Crianças e mulheres. Trazendo a coisa um pouco mais pra perto, que mulher não gosta de pagar mais barato na balada, não carregar peso quando há homens por perto, ter licença maternidade quando engravida, ter a porta aberta ao entrar no carro (de gentlemen, of course), ter a pena reduzida se provado que está na tpm, ser a "musa inspiradora" de tantas músicas e poemas, não pagar a conta (ou dividir, no máximo - gentlemen strikes back), ter prioridade em botes salva-vidas, ter um dia internacional, poder dormir com a amiga sem ser chamada de lésbica, chegar atrasada no casamento e todos acharem o máximo, poder usar maquiagem pra esconder certas imperfeições, não ter que se alistar no exército, escolher o cardápio, se aposentar mais cedo e etc. e tal?
Tirando o fato de mulheres que ocupam o mesmo cargo que os homens recebem salários mais baixos (maldito machismo!), penso que há grande vantagem em não ser XY.
Aliás, como já diria o jargão feminino: "Fazemos tudo que eles fazem. E de salto alto!".

Reflita.





Lembre-se: os finais são coisas inventadas, pois as histórias, as verdadeiras, nunca acabam.