learning to live.
Fragmentos de coisas vividas, não-vividas, imaginadas e esquecidas.

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Ananda A.
Faz psicologia pra tentar entender cabeças, escreve porque não cabe tudo nela, talvez faça artes cênicas por não saber dançar. Mas por enquanto fica tudo (?) nesse blog.

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Sexta-feira, Setembro 21, 2007

meu mundo está à venda, do outro lado da rua
pernas passam, entrelaçam destinos incertos
que não vão se encontrar,
o caminho é mais longo pra quem decide caminhar sozinho.

a chuva que cai nos seus cabelos
caiu ontem dos meus olhos
à meia noite.
como um trem atrasado,
um avião perdido,
que eu espero.

antes que tudo acabe
vou embora de mim mesma
antes que o atraso se converta
em tempo perdido.

vou para o outro lado da rua
onde meu mundo está à venda
e quem sabe destinos incertos
voltem a se reencontrar.

vou para onde meu mundo está à venda
e o caminho é mais curto,
por se ter com quem caminhar
ou mais longo, quem sabe,
importante mesmo é você
no meu caminho.




Quinta-feira, Setembro 13, 2007

Te amo tanto que suporto te ver com outras, e ouvir de novo tudo o que você já me disse: mas pra elas. Te amo a ponto de suportar te perder aos poucos sem te prender porque te quero livre. Um passarinho sem asas não é um passarinho. Aguento a sua falta de atenção e a sua indiferença. Aguento calada tudo o que vem de você. Escuto seus planos, seus medos, seus sonhos. Vejo você me colocando em alguns e tentando me convencer que é verdade. Não precisa fingir que se importa, que lembra, que gosta. Eu sinto tudo por você. Vejo você fracassar e fingir que nada está acontecendo, vejo seus sonhos escapando pelos dedos porque você não quer fechar a mão. O seu egoísmo falando mais alto porque alguém tem que ser homem nessas horas. Só eu vejo quando você enxuga o choro na camisa pra ninguém te ver falhando. Quantas vezes te vi soluçar com as mãos na cabeça. A mão que você procura é minha. Eles conhecem seu lado bravo, forte, homem. Eu conheço seu lado que tropeça, que chora, que soluça, que fracassa. Você não é o lado A sem ser o lado B. Talvez você não lembre, mas é o meu telefone que toca quando o seu mundo cai. Mas algum dia você percebe que eu vou estar sempre lá quando você quiser. Lá. Porque você nunca está aqui.

Lembre-se: os finais são coisas inventadas, pois as histórias, as verdadeiras, nunca acabam.