learning to live.
Fragmentos de coisas vividas, não-vividas, imaginadas e esquecidas.

Perfil

Ananda A.
Faz psicologia pra tentar entender cabeças, escreve porque não cabe tudo nela, talvez faça artes cênicas por não saber dançar. Mas por enquanto fica tudo (?) nesse blog.

parcerias.
Reuben (coluna)
Reuben
Laila
Luh
Júnior Borges
Alanna
Iris
Cau

links.
petit, le touriste.
Cronópios - Poesia
Cracatoa simplesmente sumiu!

posts mais antigos
arquivo


Quinta-feira, Março 22, 2007

ela lhe dava uma certa liberdade de ser quem ele era. qualquer coisa que quisesse vir a ser. ela escutava seus sonhos, seus medos e o via partir. ele sabia que não lhe devia fidelidade, ela não o cobrava. entre idas e partidas se encontravam, se libertavam um ao outro e se prendiam. mas não se deviam nada. ele amava outras, ela também. se amavam em silêncio. ela o amava tanto que não o queria para si.

Segunda-feira, Março 19, 2007

Ele disse:
- Eu não vou me esquecer de você.
Ela disse:
- Nem eu.
Ele afastou-a um pouco, para vê-la melhor(...)
- Sabe, eu pensei tanto. Eu acho que.
Ela se voltou de repente. E disse:
- Eu também. Eu acho que.
Ficaram se olhando(...)
Bem perto dela, ele perguntou:
- O quê?
Ela disse:
- Sim.
(...)ainda mais perto.
Ele disse:
- Você parece mel.
Ela disse:
- E você, um girassol.
Estenderam as mãos um para o outro. No gesto exato de quem vai colher um fruto completamente maduro.



C.F.A.

(porque eu adoro o que ele escreve)

Quinta-feira, Março 15, 2007



por onde caminham meus pés e ficam minhas pegadas, ali passaram meus olhos estranhos.
estranhos são meus passos que ficam na calçada, e a frieza dos olhares que me atravessam.
mas já não me importo, porque meus olhos gostam de devorar estranhos na rua.
a rua devora o calor dos olhos, devora a fome, devora a calma.
meus olhos te devoram quando passas na rua.

CONFISSÃO

minha namorada
que nunca namorei
há um coração que vaga
descalço
intacto
no centro de cada pomar
onde te encontro
como um sonho lançado
há décadas
desligado em pleno vôo



(pomar. pomar, saca?)

Sexta-feira, Março 09, 2007





outro dia quase fui atropelada, atravessando a rua. é bom deixar claro que há muitos espaços (no plural mesmo) entre o quase e o ser. foi nesse espaço que eu me repensei. dizem que a sua vida passa em frações de segundo no exato momento antes da sua morte. a minha vida passou como que em flashes. até aquelas cenas que o diretor insistiria em cortar. sorte ou azar o meu que não morri, ou que não fui atropelada. até juro que sentir a nostalgia do morrer, se é que há alguma nostalgia no morrer.
mas, em resumo, foi isso. exatamente isso. e hoje, vez ou outra, me pego pensando em como seria não ter morrido.


Terça-feira, Março 06, 2007

aquele homem chorava todas as vezes que lia aquelas cartas. e quando ouvia aquelas músicas que diziam que ele andara errado.
se identificava com a música, ou era daqueles que achava que a música o identificava, não sei ao certo.
só sei que gostava de ler o jornal enquanto tomava aquele café forte na padaria da esquina. e que aquela camisa azul era a sua preferida. e que gostava de tomar café. e de jornais. ou nada daquilo, talvez.
observei durante algum tempo a vida quase que entediante daquele homem, não porque não tivesse nada pra fazer.
era pago. profissão: detetive. profissional e dos bons.
admito que me interessei pessoalmente em saber de quem eram as cartas e por quem eram as lágrimas. até poderia tentar uma amizade pra jogar aquela sujesta. mas não podia, era profissional.



detetive em tempos modernos.

Quinta-feira, Março 01, 2007

saudade means that you sente falta
que você queria estar closer but you can't
that a distância is fucking your life
but um dia você recupera everything
e até lá you wait for something to happen
com seu rap playing você walk the street
and leave tudo behind


todo mundo speaks to you
e você hear no voice
only aquela que não sai da sua cabeça
yours
deixa o mundo louco that way
e segue seu caminho
by yourself
sem myself


mas você sabe
that naquele day
você recupera
e se recupera
rap cool
pera.



090207 - aa.

Lembre-se: os finais são coisas inventadas, pois as histórias, as verdadeiras, nunca acabam.