learning to live.
Fragmentos de coisas vividas, não-vividas, imaginadas e esquecidas.

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Ananda A.
Faz psicologia pra tentar entender cabeças, escreve porque não cabe tudo nela, talvez faça artes cênicas por não saber dançar. Mas por enquanto fica tudo (?) nesse blog.

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Quarta-feira, Julho 26, 2006






ei! tem alguém ai?





olhar nos olhos das pessoas e perceber que a fala e a verdade geralmente são contraditórias

Domingo, Julho 23, 2006

Aí vai um trecho de uma "história" que eu escrevi há algum tempo e nunca concluí. Tem mais, outra hora eu posto.

"E o menino batia desesperadamente à porta. Ninguém atendia.
Era como se o mundo inteiro tivesse batido as portas em sua cara.
Ninguém se importava, ninguém atendia ao chamado do garoto perdido. Ele precisava de ajuda.
Ninguém aparecia. Ninguém estava ali quando ele mais precisava. Mas ele continuava precisando.
E gritava. Gritava. Chorava. Berrava.
Nada, ninguém.
E aquele silêncio o incomodava...
Ele gritava mais alto para poder se entreter com algum som.
Sua voz começava a incomodá-lo, mas ele não podia se calar.
Não podia fazer nada. Não podia se acomodar. Não ia desistir.
E ele andava, rumo a lugar nenhum.
Não encontrava uma só pessoa. Não se encontrava.
Talvez estivesse mais perdido que todas aquelas pessoas que não encontrava.

Subitamente - assim, como um estalo - passou por sua cabeça que tudo aquilo era um delírio, um pesadelo. E se acomodou.
Ficou quietinho, esperando o momento de acordar.
Esperou, esperou, em vão. Ele não acordava.
Talvez estivesse presenciando algum tipo de projeção astral - aquelas coisas que tanto o assustavam.
Mas não. Tudo aquilo parecia muito real.


Déjà vu.
De repente ele teve a estranha sensação de já ter presenciado tudo aquilo alguma outra vez."

Quarta-feira, Julho 19, 2006

ambições: uma casinha (aconchegante!) de madeira na beira do lago, um amor eterno(!) pra dividir a casinha comigo, meus três bebês (um que vai nascer de mim, um japinha e um neguinho!), um cocker, alguma coisa que toque música, muitos papéis&canetas&pincéis... acho que é só!

Sábado, Julho 15, 2006




Quem sabe o que é ter e perder alguém?



As pessoas estão sempre entrando e saindo da nossa vida. O tempo inteiro.
Claro que faz parte, mas cansa.
A gente se acostuma com as pessoas. E com a perda delas também.
De certa forma, isso é um absurdo. Tudo o que se passou, de repente, vai embora.
É como se não tivesse valido nada.
Até com a morte a gente se acostuma. No começo é tudo difícil, mas depois passa.

Como é possível se acostumar com a morte de alguém que você ama e depois de pouco (ou muito) tempo, não importa, voltar a viver NORMALMENTE?
É justo reduzir PESSOAS que amamos (?) à MEMÓRIAS?
(eu prefiro ser nada a ser memória).

AMOR de quem REDUZ é um tanto RELATIVO.



.


Quase desistindo das pessoas.

Quarta-feira, Julho 12, 2006

pensar e esvaziar a mente;
filosofia e não-filosofia;
moral e amoral;
valores e aética;
amigos e não-amigos, mas não inimigos;
sem religião e respeito por todas;
apolítica;
trocadilhos e trocar os trilhos;
brincadeiras e seriedades;
crianças e espírito infantil;
mensagens subliminares e explícitas;
teorias e quebra de teorias;
música e silêncio, música no silêncio;
artes marciais e paz;
mistérios e simplicidades;
paciência e impaciência controlada;
perguntas e respostas e mais perguntas sem respostas;
aprender e ensinar, ensinar a aprender;
viagens e regressões a lugar algum;
evolução e revolução;
amar e deixar ir;
analisar e deixar ser;
culturas e costumes;
palavras e pensamentos;
sentido e confusão;
coincidências (?);
inibição e descontração;
vida, morte, vida;
caminhos já traçados e caminhos alternativos, alternativismo;
risos e sorrisos;
arte, vida, arte;
imagem e reflexo;
ordem e entropia;
novas experiências;
intuição e instinto;
cabeça, corpo e mente;
saber e desconhecer;
verdade ou verdades;
falar e saber ouvir;
mestres e seguidores de si mesmos;
tigres e dragões;
sonho e realidade e fantasia;
exceções às regras e a tudo;
coletivo e individual;
criatividade e espontaneidade;
multidão, solidão e nada;
yin-yang!
CONSTANTE MUDANÇA.





[só pra guardar o perfil do orkut, por enquanto]

Terça-feira, Julho 11, 2006

Ela deve ter acordado com outro humor - pensou o Coelho - que há tempos não a via assim.
Veio de dentro, supôs.

Esses versos que escrevo são para você
que me jurou amor eterno e hoje foge ao ouvir minha voz
Versos rasos, tristes, sujos
manchados pelo sangue que agora escorre
por isto que insisto chamar de coração
Em pouco tempo, talvez rasgados
pela mesma raiva que move o lápis
e que me deixou imóvel o dia inteiro
E assim eu fico, sem saber por qual porta
deixar esse mundo imundo
Sujo por suas palavras imundas
de promessas vagabundas
que se foram com o vento das quatro horas
Esses versos são para você
que por não ter melhor
te dei um outro nome:
desilusão.

(08072006, Versos Inversos, aa)
_


Alguns agradecimentos

A alguém que me serviu de ombro, conversou comigo e tentou me entender;
a alguém que me abriu os olhos, e me disse para aproveitar não só os momentos de alegria, mas os de tristeza também e vivê-los a fundo. Tão a fundo a ponto que eles desapareçam;
a alguém ausente que me deixou presentes (e um deles come meias!);
e a alguém que me ouve, me leva a sério, pensa em como vou me sentir e me aguenta sempre: eu!

(acho que meu "senso de humor" também merece agradecimento)

Lembre-se: os finais são coisas inventadas, pois as histórias, as verdadeiras, nunca acabam.